Boas práticas na manutenção: Como implementar e avaliar os resultados?

Postado em 21 de fevereiro de 2018


A redução de custos e o aumento do retorno das atividades executadas é o sonho de qualquer instituição, não é mesmo?

Para os ativos de um hospital entregarem bons resultados, é de grande importância um gerenciamento organizado do conjunto de atividades realizadas na instituição. Uma das atividades que demanda uma relevante atenção é a manutenção. Já avaliou tal execução e o retorno financeiro desse serviço?

Manter práticas apenas corretivas (somente quando o equipamento está danificado) sem nenhum planejamento ou elaboração de uma estratégia para evitar a falha do equipamento hospitalar é uma forma pouco eficiente de conduzir as manutenções. Isso pode afetar diretamente a rentabilidade financeira dos hospitais.

Portanto, deve-se avaliar o impacto benéfico que boas práticas da manutenção podem acarretar em controle de custos operacionais hospitalares e qualidade do serviço prestado. A validação dessa ideia pode ser conferida no decorrer do texto.

Cenários e retornos diferentes

A manutenção é um serviço que pode gerar dois tipos de situações nas instituições médicas:

  1. A geração de valor
  1. A geração de gastos

Para agregar a situação de maior retorno é necessário entender a importância da organização da manutenção e estabelecer métodos que facilitem o seu gerenciamento.

Garantir a disponibilidade dos equipamentos e ter uma previsibilidade dos gastos com manutenção são resultados mínimos que podem ser obtidos através das boas práticas no gerenciamento do parque tecnológico do hospital.

Afinal o que são boas práticas da manutenção?

Boas práticas fazem parte de um método que consiste em estabelecer técnicas reconhecidas como as melhores para executar determinada tarefa, no caso abordado a manutenção de equipamentos médicos-hospitalares.

As boas práticas podem estar presentes desde uma simples limpeza regular dos aparelhos até um plano de manutenção bem elaborado. Tais práticas são regulamentadas pela Anvisa com a RDC N°15, que estabelece boas práticas para o processamento de produtos para a saúde.

E, visto que a área da saúde é cada vez mais auxiliada pelo uso de tecnologias e aparelhos eletrônicos é imprescindível adoção de ações que elevem o nível de serviço prestado de forma a aumentar a vida útil dos equipamentos e evitar intervenções no atendimento ao paciente devido a falhas dos mesmos.

Como mudar a cultura de trabalho?

Para mudar a cultura das manutenções dentro da instituição é necessário sustentar a nova filosofia de trabalho em pilares importantes para manter as boas práticas factíveis.

Tais pilares podem se compreender como: seleção de pessoas ideais para desenvolver uma manutenção produtiva, planejamento, criação de métricas e implantação de ferramentas que auxiliem na condução da manutenção.

Sabemos que para fixar esses pilares um investimento é necessário, porém é preciso ter a mentalidade que se há dinheiro para corrigir um problema, há dinheiro para impedi-lo e assim, o investimento se torna uma forma estratégica de colher resultados em determinado tempo.

Como avaliar o retorno?

Estruturado o novo processo de manutenção, aplicado as boas práticas e feito o acompanhamento do desenvolvimento das atividades modificadas, chega o momento de avaliar qual retorno do investimento.

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Para fazer a análise da rentabilidade é preciso ter ciência de quanto recurso foi disponibilizado e qual foi o ganho, possibilitando fazer o cálculo do Retorno do Investimento (ROI), que é expressado pela seguinte fórmula:

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Qualquer resultado positivo obtido pelo ROI significa que o retorno financeiro foi superior ao custo do investimento. Essa análise torna perceptível o que aconteceu com o capital investido e demonstra a perspectiva sobre o futuro do retorno das manutenções bem planejadas.

Conclusão

A execução e gerenciamento das manutenções requerem as melhores práticas, pois  tem um papel muito importante dentro dos hospitais a forma de como é conduzida essas atividades.

Uma intervenção por parada de equipamento pode acarretar sérios riscos, inclusive à saúde financeira da instituição.

Existem métodos e ferramentas que auxiliam , como softwares de gestão que proporcionam agilidade e confiabilidade no processo de assistência como um todo.

Portanto, para que exista maior controle dos ativos é preciso investir em melhorias que agreguem valor ao serviço prestado, assim possibilitando o aumento da qualidade e do retorno financeiro de uma manutenção bem executada.

Fonte: Arkmeds
Este conteúdo não é de responsabilidade da Biomig Brasil

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